O artigo versa sobre a identificação das características das informações contábeis e sua utilização para a tomada de decisão em pequenas empresas, a partir das opiniões de contadores e proprietários de pequenas empresas. O estudo fundamenta-se em uma pesquisa de caráter exploratório e qualitativo, utilizando como abordagem metodológica entrevistas semi-estruturadas. São apontadas divergências nas visões de que tipos de informações são e não são úteis.
No atual contexto empresarial, a informação é um recurso imprescindível para as empresas, podendo verdadeiramente representar uma vantagem competitiva para determinadas organizações (McGEE e PRUSAK, 1994; BEUREN, 2000). Autores como Goldratt (1991), McGee e Prusak (1994), Davenport (2000) e Beuren (2000) abordam a importância da informação para as organizações inseridas num ambiente cada vez mais competitivo.
A quantidade de dados e informações a que as organizações estão expostas diariamente demanda um gerenciamento eficaz (BEUREN, 2000), sendo esse aspecto parte integrante do processo decisório dos dirigentes e gestores dentro das organizações. Se administrar é decidir, a continuidade de qualquer negócio depende das decisões tomadas pelos gestores dos vários níveis organizacionais dentro das atividades de planejamento e controle (BIO, 1985; ASSAF NETO, 1997).
Santos (1998) comenta que a estrutura contábil não é eficiente no fornecimento de informações que possibilitem a avaliação do desempenho econômico obtido nem a projeção de resultados futuros. Assim, segundo a autora, a contabilidade, em sua incapacidade de desempenhar bem essas duas funções, acaba optando pelo que pode ser criticada sob vários aspectos, mas que sempre estará “objetivamente” suportada em transações efetivamente ocorridas e em documentos comprobatórios. No entanto, tal posicionamento parece ser inaceitável para as exigências atuais e futuras de seus usuários.
Resultado das pesquisas:
Dos cinco profissionais contábeis entrevistados, dois têm curso de pós-graduação. Quanto ao tempo profissional na área de contabilidade, um dos cinco contadores entrevistados possui menos de 15 anos de experiência na área; um, 16 anos e os restantes têm mais de 30. Os profissionais entrevistados atuam como sócios em empresas de serviços contábeis, e o tempo de atuação nessas empresas para um dos cinco contadores é de dez anos; para outro, 12 e para os restantes, acima de 15 anos. Além disso, quatro das cinco empresas de serviços contábeis têm até dez funcionários, e apenas uma apresenta, no seu quadro funcional, mais de 40 empregados. Em relação ao número de empresas de pequeno porte atendidas por esses profissionais, um dos cinco contadores atende menos de 20 empresas, um profissional atende 50 e os restantes atendem acima de 70 empresas.
Dos 15 empresários entrevistados, seis têm curso superior completo, dois dos quais com curso de pós-graduação. A distribuição de escolaridade dos demais é: um com primeiro grau incompleto, um com primeiro grau completo, dois com segundo grau completo e três com superior incompleto. Esses empresários atuam como sócios em suas empresas e, para 11 dos 15 entrevistados, essa é a primeira experiência como proprietário de empresa. Dentre as atividades das empresas pesquisadas, quatro das 15 são indústrias, três atuam no comércio, cinco em serviços, uma tem como atividades a indústria e o comércio, uma indústria e serviços e uma trabalha com comércio e serviços. Quanto ao tempo de atuação da empresa no mercado, sete das 15 atuam há mais de 12 anos. Além disso, sete delas faturam anualmente até R$ 433.755,14 e oito, entre R$ 433.755,14 e R$ 2.133.222,00
Leia o artigo completo em: http://www.rausp.usp.br/Revista_eletronica/v1n1/artigos/v1n1a7.pdf
Fonte: https://contandoadm.wordpress.com/2016/10/18/o-uso-das-informacoes-contabeis-na-tomada-de-decisao/
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